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Museu do Imigrante em São Paulo

Para consultas sobre entradas de estrangeiros e imigrantes encontram-se disponíveis as seguintes fontes:

a) Registro de estrangeiros, de 1777 a 1842 (notícias sobre a movimentação de estrangeiros de passagem ou residentes no Brasil), contendo: nome, nacionalidade eu/ou naturalidade, profissão, data da chegada ao país ou data em que passou a residir em determinada localidade, procedência, profissão, data da partida e local de destino etc, porém, nem sempre constam todas essas informações para todos os nomes arrolados. Os registros se acham em ordem alfabética de prenomes ou de sobrenomes. Há lacunas no período 1777-1819 (faltam as letras A a D).

b) Relações de imigrantes desembarcados no porto do Rio de Janeiro, de março de 1873 a outubro de 1875, da Inspetoria Geral das Terras e Colonização, contendo: data da entrada e nome da embarcação, porto de procedência, nomes dos imigrantes, idade, naturalidade, última residência, nacionalidade, religião, profissão e destino (nem sempre estas informações figuram em todas as listas).

c) Relações de passageiros de embarcações entradas no porto do Rio de Janeiro, de 1875 a 1964 (com algumas lacunas), contendo: data da entrada e nome da embarcação, porto de procedência e nomes dos passageiros (acompanhados, de modo geral, mas não necessariamente, de informações como: idade, estado civil, nacionalidade, profissão, instrução, porto de procedência, destino etc, porém, raramente constando o local de nascimento);

d) Relações de passageiros de embarcações entradas nos portos de:

Santos-SP (1894-1925, em fase de organização; 1926, 1930- 1962,1964 e 1974)

Recife-PE (1920-1922, 1924-1925, 1930-1934, 1940-1959)

São Francisco do Sul-SC (1928 e 1930)

Esperança-MS (1937, 1940-1948, 1950-1951)

Florianópolis-SC (1939, 1951 e 1953)

Uruguaiana-RS (1939-1942 e 1945)

Salvador-BA (1939-1942, 1945-1947, 1951-1953, 1957-1962),

Aquidauana-MS (janeiro/maio 1940)

Corumbá-MS (1940-1943, 1945-1954, 1957-1958, 1960-1964)

Porto Murtinho-MS (1941-1943, 1946, 1950-1951, 1953-1955)

Foz do Iguaçu-PR (1942-1950 e 1952)

Guajará-Mirim-RO (1946-1948 e 1951)

Belém-PA (1947-1949)

Manaus-AM (1950-1964)

Paranaguá-PR (1952, 1956-1957 e 1961)

e) Registro de entrada de imigrantes nas hospedarias da ilha das Flores e do Pinheiro e Registros da Agência Central de Imigração, no Rio de Janeiro, estando disponíveis à consulta, no momento, os períodos de janeiro a julho de 1877 e de 1879 a 1932 (com algumas lacunas), contendo: data da entrada e nome da embarcação, porto de procedência, nome do imigrante, idade, estado civil, nacionalidade, profissão, destino, data da saída da hospedaria, observações (nem sempre estas informações figuram em todos os livros);

A documentação indicada nos itens b, c, d, e e está organizada pelas datas de chegada. Para se localizar um nome, é preciso que o interessado informe: o porto de desembarque, o mês e o ano da chegada (se possível também o dia) e o nome da embarcação. A simples indicação de nome e data de nascimento ou de óbito não é suficiente para a recuperação desses documentos, tornando inviável o atendimento por correspondência. Assim, para encontrar o nome procurado, o interessado deverá vir ao Arquivo Nacional e efetuar a busca que exigirá exame minucioso de grande quantidade de registros, geralmente manuscritos.

O Museu da Imigração possui registros de entrada de imigrantes, de 1882 a 1925, com índice nominal.

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Brás 03044-001 São Paulo, SP Tel. (011) 692-7804 e 692-1335

No caso de estrangeiro que tenha chegado a providenciar registro de permanência (obrigatório a partir da edição do Decreto Federal nº 3010, de 20.08.1938), poderão ser consultados os prontuários de registros de estrangeiros, emitidos no período de 1938 a 1987, onde eventualmente serão encontradas informações de seu interesse.

Esses documentos, procedentes da Polícia Federal, estão organizados por estado e número de prontuário. Portanto, é indispensável que o interessado informe: o nome da cidade onde o registro de estrangeiro (RE, NR ou SRE) foi feito e o respectivo número. Tais dados constam da carteira de identidade de estrangeiro.

Quando a carteira não for encontrada, mas houver probabilidade de que o registro tenha sido emitido em São Paulo, o interessado poderá solicitar o número do RE no Setor de Cadastro de Estrangeiros da Polícia Federal: av. Prestes Maia, 700 - Luz 01031-000 São Paulo, SP tel (011) 250-5084

 

"De acordo com o art. 149 do Decreto nº 3010, os estrangeiros residentes

em localidades do interior do país, onde não houvesse sido criado

o Serviço de Registro de Estrangeiros, deveriam registrar-se nas

delegacias policiais. Assim, é possível que se encontrem

informações a esse respeito em arquivos locais."

 

No caso de estrangeiros naturalizados, poderão ser consultados processos de naturalização para os quais existe índice nominal.

Documentos como certidões de casamento e de óbito, inventário "post mortem", passaporte etc podem fornecer informações de interesse, e talvez sejam encontrados nos arquivos situados nas cidades onde viveu o estrangeiro.

Os pedidos de certidões e cópias de documentos encaminhados por fax ou via postal devem conter, além das já referidas informações necessárias à localização dos mesmos, nome e endereço completos do solicitante, número e órgão expedidor de sua identidade, razão do pedido e assinatura.

 

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Permitida a cópia, desde que citada, expressamente a fonte.